{"id":519,"date":"2024-12-21T15:58:58","date_gmt":"2024-12-21T15:58:58","guid":{"rendered":"https:\/\/osubversivozine.com.br\/?p=519"},"modified":"2024-12-21T18:27:55","modified_gmt":"2024-12-21T18:27:55","slug":"o-legado-da-banda-poena-20-anos-depois-o-album-grandes-manchas-renasce-como-um-marco-visceral-na-cena-underground","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/osubversivozine.com.br\/?p=519","title":{"rendered":"O legado da banda Poena: 20 anos depois."},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"540\" data-attachment-id=\"520\" data-permalink=\"https:\/\/osubversivozine.com.br\/?attachment_id=520\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/osubversivozine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/435158512_795982485925359_7455273364350518133_n.jpg?fit=953%2C715&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"953,715\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"435158512_795982485925359_7455273364350518133_n\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/osubversivozine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/435158512_795982485925359_7455273364350518133_n.jpg?fit=720%2C540&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/osubversivozine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/435158512_795982485925359_7455273364350518133_n.jpg?resize=720%2C540&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-520\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/osubversivozine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/435158512_795982485925359_7455273364350518133_n.jpg?w=953&amp;ssl=1 953w, https:\/\/i0.wp.com\/osubversivozine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/435158512_795982485925359_7455273364350518133_n.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/osubversivozine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/435158512_795982485925359_7455273364350518133_n.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/osubversivozine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/435158512_795982485925359_7455273364350518133_n.jpg?resize=120%2C90&amp;ssl=1 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Por: Amarildo Adriano<\/p>\n\n\n\n<p>Poucas bandas carregam consigo o peso e a intensidade de uma hist\u00f3ria como a da Poena. Nascida em Bras\u00edlia no in\u00edcio dos anos 2000, a banda conquistou um espa\u00e7o \u00fanico na cena underground candanga com sua abordagem visceral e suas apresenta\u00e7\u00f5es incendi\u00e1rias. Com dois vocais femininos \u2013 algo raro na \u00e9poca \u2013, a Poena era uma for\u00e7a criativa que misturava m\u00fasica, poesia, gritos e lutas, ressoando as ang\u00fastias e aspira\u00e7\u00f5es de uma gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, duas d\u00e9cadas ap\u00f3s as grava\u00e7\u00f5es, o t\u00e3o aguardado \u00e1lbum de estreia <strong>&#8220;<em>Grandes Manchas<\/em>&#8220;<\/strong> finalmente chega ao p\u00fablico. Gravado entre setembro de 2004 e novembro de 2005 no Orbis Est\u00fadio, o disco permaneceu guardado por anos, um tesouro adormecido de um grupo que parecia estar destinado a ser uma das grandes da m\u00fasica independente no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a banda estava prestes a lan\u00e7ar o trabalho, em 2006, a Poena chegou ao fim. O lan\u00e7amento foi inviabilizado, mas as can\u00e7\u00f5es, compostas com intensidade e autenticidade, resistiram ao tempo. Dispon\u00edvel agora no Spotify, YouTube, Apple Music e outras plataformas de streaming, <em>Grandes Manchas<\/em> \u00e9 um testamento ao que a banda representou: uma explos\u00e3o criativa que tocou o horizonte e deixou marcas profundas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">A forma\u00e7\u00e3o de uma pot\u00eancia criativa<\/h4>\n\n\n\n<p>Poena come\u00e7ou como a ideia de <strong>Carolina Diniz e Marcelo Farias<\/strong>, que, com entusiasmo, encontraram <strong>Ludmila Gaudad<\/strong> durante uma troca de ideias em uma sala da universidade. Pouco depois, <strong>Rafael Maranh\u00e3o e Felipe Mendes<\/strong> se uniram ao grupo, trazendo a energia necess\u00e1ria para transformar a ideia em realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Com uma qu\u00edmica evidente desde o primeiro ensaio \u2013 onde tocaram uma m\u00fasica do Walls of Jericho \u2013, a banda encontrou em <strong>Clarissa Carvalho<\/strong> a pe\u00e7a final que diversificou ainda mais o som do grupo. Enquanto Carolina e Ludmila exploravam vocais poderosos e complementares, os riffs de Rafael e Clarissa se entrela\u00e7avam com a bateria en\u00e9rgica de Felipe e o baixo pulsante de Marcelo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">M\u00fasica como resist\u00eancia<\/h4>\n\n\n\n<p>As letras da Poena eram t\u00e3o impactantes quanto suas m\u00fasicas. Cada composi\u00e7\u00e3o trazia reflex\u00f5es sobre temas que inquietavam os integrantes: quest\u00f5es sociais, experi\u00eancias pessoais e os desafios de viver em uma sociedade que muitas vezes prefere silenciar o que n\u00e3o compreende. A escolha do nome &#8220;Poena&#8221;, que significa &#8220;pena&#8221; ou &#8220;puni\u00e7\u00e3o&#8221; em latim, traduzia a ess\u00eancia da banda: uma do\u00e7ura que carregava uma for\u00e7a contundente, traduzida em gritos, melodias e poesia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><em>Grandes Manchas<\/em>: o \u00e1lbum que atravessou o tempo<\/h4>\n\n\n\n<p>O \u00e1lbum <em>Grandes Manchas<\/em> \u00e9 um reflexo dessa intensidade. Constru\u00eddo com paix\u00e3o ao longo de mais de um ano de grava\u00e7\u00f5es, o disco \u00e9 uma fus\u00e3o de riffs poderosos, arranjos intricados e letras profundas que dialogam com a alma dos ouvintes. Apesar de ter ficado guardado por tanto tempo, o material soa atual, como se tivesse sido escrito para o momento presente.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o relan\u00e7amento, a banda tamb\u00e9m celebra a import\u00e2ncia de revisitar o passado e honrar as ideias que nunca foram compartilhadas. \u201cUma ideia que nasce do cora\u00e7\u00e3o tem mais poder quando se constr\u00f3i abra\u00e7ada por outros cora\u00e7\u00f5es\u201d, escreveu Carol ao anunciar o \u00e1lbum.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"720\" data-attachment-id=\"521\" data-permalink=\"https:\/\/osubversivozine.com.br\/?attachment_id=521\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/osubversivozine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/459890956_18458231020039580_8152542253043790140_n.jpg?fit=1134%2C1134&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1134,1134\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"459890956_18458231020039580_8152542253043790140_n\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/osubversivozine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/459890956_18458231020039580_8152542253043790140_n.jpg?fit=720%2C720&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/osubversivozine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/459890956_18458231020039580_8152542253043790140_n.jpg?resize=720%2C720&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-521\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/osubversivozine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/459890956_18458231020039580_8152542253043790140_n.jpg?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/osubversivozine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/459890956_18458231020039580_8152542253043790140_n.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/osubversivozine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/459890956_18458231020039580_8152542253043790140_n.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/osubversivozine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/459890956_18458231020039580_8152542253043790140_n.jpg?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/osubversivozine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/459890956_18458231020039580_8152542253043790140_n.jpg?resize=90%2C90&amp;ssl=1 90w, https:\/\/i0.wp.com\/osubversivozine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/459890956_18458231020039580_8152542253043790140_n.jpg?w=1134&amp;ssl=1 1134w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Uma nova vida para Poena<\/h4>\n\n\n\n<p>Hoje, <em>Grandes Manchas<\/em> resgata o legado de uma banda que teve seu percurso interrompido, mas cuja m\u00fasica nunca deixou de pulsar nos cora\u00e7\u00f5es de seus integrantes e f\u00e3s. Com o lan\u00e7amento do \u00e1lbum, Carolina, Ludmila, Marcelo, Rafael, Clarissa e Felipe n\u00e3o apenas compartilham sua arte, mas tamb\u00e9m nos lembram da beleza de sonhar e construir, mesmo diante de incertezas e desafios.<\/p>\n\n\n\n<p>Seja um apaixonado pela cena underground ou um curioso em busca de algo visceral e verdadeiro, o \u00e1lbum <em>Grandes Manchas<\/em> \u00e9 um convite para mergulhar na intensidade \u00fanica da Poena. E, quem sabe, para reimaginar at\u00e9 onde a banda poderia ter chegado.<\/p>\n\n\n\n<p>Poena \u00e9:<br>Carolina Diniz &#8211; Vocal<br>Ludmila Gaudad &#8211; Vocal<br>Marcelo Farias &#8211; Baixo<br>Rafael Maranh\u00e3o &#8211; Guitarra<br>Clarissa Carvalho &#8211; Guitarra<br>Felipe Mendes &#8211; Bateria<\/p>\n\n\n\n<p>Ou\u00e7a agora no Spotify, YouTube, Apple Music e em todas as plataformas de streaming.<\/p>\n\n\n\n<p>Poena vive, e sua chama nunca apagou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: Poena\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/artist\/3NM4CIsqvuhqnv8NHNMz6o?si=0jFv_XCLTeCIf7kzIGS2hg&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Poena no Por\u00e3o do Rock 2005<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"POENA Por\u00e3o do Rock 2005 imagens Jesse Samba Wheeler\" width=\"720\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/f8Oe2twZXj0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Amarildo Adriano Poucas bandas carregam consigo o peso e a intensidade de uma hist\u00f3ria como a da Poena. 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