VIOLATOR – lançamento do disco Unholy Retribution


13/12/2025 – Toinha Brasil Show – Brasília/DF

Por Thiago “Barbosa Osvaldo”

Enfim o aguardado show de lançamento do disco Unholy Retribution do Violator. A última vez que a banda havia tocado foi em 29/09/2024, na convocação thrash no Alquimia Taberna Bar, para a captação de imagens para o clipe de Chapel of the Sick.

Divulgado com bastante antecedência, o ousado show com bandas undergrounds no Toinha, casa que costuma receber nos últimos anos quase todos os shows de bandas gringas de médio porte na cidade e que também é forte com sua programação cover. Digo ousado no sentido da grandiosidade do evento e principalmente do alto custo envolvido na produção. Com valor de ingresso acessível, e uma forte divulgação não só nas redes sociais, mas principalmente no corpo a corpo com panfletos, cartazes e adesivos colados em pontos estratégicos pela cidade, entrevista em rádio. Kill Again Records e Violator escolheram bem as bandas para essa grande festa.

Na semana do show, Poney Ramos esteve onipresente pela cidade, recebendo amigos e amigas que vieram para esse grande final de semana, circulando por bares, deu entrevista no lendário programa de rádio Cult 22.

Combinamos de chegar um pouco antes do horário marcado pra fazer umas tomadas pro Herycast. Eu, Marcel, Hery, Alice e Caio Bahia estávamos por lá. Pegamos desde a galera comprando patches do Eddie Murphy, e outros na porta do Toinha bebendo uma cerveja, fumando um cigarro e trocando uma ideia. Batera deu uma entrevista esticada, que pode sair em breve no canal. Hery ainda trouxe duas pequenas sobrinhas para debutar num show de metal acompanhadas da prima Malu e ainda o Paulo, seu cunhado, que fazia tempo que não o encontrava. Pomper trouxe os adesivos ainda na folha para corte, vindos de Formosa/GO, enviados por Vetão Carroceiro (sentimos falta da presença desse malandro!), e eu maloquei a tesoura do Marcel na sola do tênis para passar na revista do segurança e depois eles cortarem e distribuírem esses adesivos.

Na entrada, Antônio Rolldão distribuía CDs para o público pagante do antecipado. Um pequeno atraso, eram umas 19h46 quando o Morbid Devourment do trio Freak/Caio/Pedro Pônei soltou a introdução e iniciou a barulheira speed black, banda que soltou nesse ano de 2025 o seu disco Deathstrike Rebellion, e pegou o público chegando, ainda meio tímido, mas detonaram demais no palco, se prepararam bem e capricharam no visú. O som estava embolado, com o bumbo alto pra cacete. Foi um bom show de abertura.

Gilvany cuidava das muambas do Violator, auxiliado por Márcio Cambito em grande parte do show. Cosmophage e Execrado também vendiam seu material. Com o passar do tempo a casa ia enchendo, muitas pessoas que não via há anos, como o Jarbas e Gustavo (headbangers da Samambaia). Destructor apareceu com cervejas para seu pai Rolldão e para si mesmo. O moleque tá tomando os rumos do pai na cerveja e no metal. Reinaldo Magrão, vocalista do Espectro, veio de Curitiba/PR para distribuir sua alegria e simpatia. Bajul, Nyne, Thiago Dãr, Foca e Jorge, esses todos vieram de São Paulo para vivenciar essa grande noite. Evandro Esfolando passou por mim perguntando se eu estava observando e anotando tudo. Mas é claro, Cigano Igor! Até o Rafinha do Nauzö e Rafa Kaaos deram as caras. Marcelo, irmão do Fernando amigo da época do Cor Jesu, pegou o cajado do metal da família e hoje segue acompanhando vários shows underground pela cidade.

Execrado, banda de Formosa/GO, cidade que fica a 90 km de Brasília, trouxe amigos e companheiras, entraram no palco pra tocar seu death metal rançoso, ogro e carroceiro, visual sado-carniça, “o médico” é uma figura querida. Som ainda um pouco embolado, e set list longo pra caralho, deu tempo pra tocar pra muita gente já presente no recinto. A área aberta, caminho para o banheiro, estava congestionada e cheia de gente promovendo um grande e verdadeiro cigarraço, com inúmeros cigarros sendo fumados. Nesse caminho encontrei amigos que vieram de Goiânia: Israel, Júlio Goianelson, Tiago Slake. No salão já estavam presentes também Guilherme, Paula e o último goiano que apareceu foi o grande amigo Bacural.

Cosmophage era uma banda muito esperada nessa noite. Casa já muito cheia na hora deles. Eu ainda não tinha assistido um show. E foi muito louco, death metal refinado e com bastante esmero técnico, sem deixar a brutalidade de lado. Foram bastante ovacionados e comentados após o grande show. Debulhator se amarrou demais. Tulio Swanker também estava por lá. Frajola, Lary, Adelcio, Danilo Gordinho, Clarissa, Thaís, Darlise, Aline Metal, Michelle, Sugão, Luana, Lucca, Taty, Dudu, MC, Mário, Juliano, Yarlles, Edilaine, Darkhell, Ivan Gordinho, Marquinhos Barbudo, Alex Coroa, Leonardo Gomes, Lauro Saul de Paracatu e Marcela, Gilmar ARD, meus parceiros de Terror Revolucionário: Jeffer Veín, Fellipe CDC e Adriana Drikaos. Os meninos do KxCxC estavam grilados se conseguiriam entrar sem os responsáveis por serem menores de idade, mas deu tudo certo. A lista de conhecidos era enorme.

A expectativa era grande pelo show do Violator. Deviam ter mais de 700 pessoas fácil. A própria banda montou seu set no palco, com ajuda do roadie Pedro batera de várias bandas da cidade. Trouxeram o William do Subtera para operar o som. E fez grande diferença. O som da batera tava foda e com muita pressão. Nas partes rápidas no geral ainda dava uma embolada, isso não teve jeito, mas o som se mantinha alto e forte pra caralho. Foi um show intenso do começo do ao fim, com circle pits insanos e frenéticos como nunca visto antes no Toinha. O underground local tomou conta dessa casa. Eram pernas que apareciam no ar, jovens e coroas dividindo o espaço, suando e fedendo juntos. Até um cara com visual skinhead estava no pit.

Grande parte do set list foi para apresentar os novos sons ao vivo. Era nítida a gana do Capaça em apresentar seus novos riffs. Poney estava inspirado e muito feliz com aquele momento. Logo no primeiro som, deu um magnífico mosh com o baixo na galera, que foi à loucura. Cambito honrando com dignidade seus últimos fios de cabelo agitando e batendo cabeça que nem um louco. Foi um show longo, com duração de 1h28min, acredito que o mais extenso da história do Violator nos seus 23 anos de devoção ao thrash metal old school. Foi foda demais ver os violas quarentões entregando tudo no palco.

Juan Lerda, guitarrista da primeira formação, estava presente e curtiu demais ver sua antiga banda detonando. Num show para matar ou morrer, alguns saíram feridos, mas fomos todos sobreviventes desse momento histórico do Violator. Os mais animados ainda terminaram a noite numa festa gótica.

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