
ALQUIMIA TABERNA BAR – 716 NORTE, BRASÍLIA/DF
20/11/2025
Por Thiago “Barbosa Osvaldo”
Evento organizado pela banda KxCxC (Kachaça Crossover), da novíssima geração, que incluiu somente bandas novas no cast, no novo endereço do Alquimia Taberna Bar, agora na 716 norte. Eu ainda não tinha assistido a nenhuma dessas bandas que tocaram no dia.
Hugo Alquimia achou uma nova loja para instalar o seu bar, que fica bem de frente à avenida W3 norte. Assim como no último endereço no SOF Sul, que deixará saudades, o estacionamento em frente está no momento em obras, com muito barro vermelho na porta do bar. Em fase de adaptação e ajustes, o bar conta apenas com um banheiro de uso individual, cozinha sendo montada aos poucos, ar condicionado a ser instalado, e necessita de isolamento no porão, onde as bandas tocam.
O porão em si, lembra um pouco o espaço do Zepelim. Um palco já foi improvisado. O local ainda sem isolamento, faz tremer as paredes do prédio, e notamos assim que chegamos no lugar. Pegamos carona com o Marcel, eu e o Juberto, camarada lá do Mato Grosso do Sul que estava por Brasília. Chegamos na mesma hora que o senhor Pícaro Merchanda Carlos.
Cadillo KxCxC já cuidava da entrada e cobrava na bilheteria improvisada. Dava pra ouvir o som da primeira banda, Echoes of the Dead. Pagamos nosso ingresso, cumprimentos o Hugo e sua irmã que estava na venda de bebidas, assessorada pelo fiel escudeiro alquímico Vinnie, e fomos conferir o porão, que estava com a porta fechada. Uma marola de cecê juvenil bateu forte assim que abrimos a porta. Echoes of the Dead, banda de uma molecada do Valparaíso/GO quem tocava, os amigos na frente agitando e batendo cabeça. Essa banda tem feito alguns shows pela cidade, mas foi a primeira vez que os vi em ação. Death Metal com influências da banda Death, sem deixar a carroceiragem de lado. Quando o vocal conclamou o próximo som: “vou cortar meu pau ao meio com uma faca cega”, a vibração da molecada, entre risos e leve constrangimento de alguns pais presentes, foi o grande destaque de sua apresentação.
A próxima banda, Indigentes, vem do Gama, terra dos empenados e dos dethões noise old school como Fecalóide, tocam death metal carroça style, trio formado por moleques doidos e feios, som barulhento e embolado. Massa que os mesmos moleques que acabaram de tocar, já estavam na frente da banda batendo cabeça e apoiando os amigos. Tocaram uma versão ultra rápida de Câncer Social do Terror Revolucionário, e confesso que fiquei feliz e emocionado com a homenagem. Nesse momento já estavam presentes Poney Ramos, Elisa, Dudu, MC, Lucca, Taty, Caio Bahia, Estevam dos Viscerais, Joilson Luthier.
Troca de banda, dois integrantes que tocaram no Echoes of the Dead, trocam a posição, e vem tocar com o Sick Soldier. O guitarra/vocal da primeira banda vira batera nessa, e o batera vira guitarra/vocal. Outra ruma de moleques feios, death/thrash que nos levou ao início dos anos 2000, como bem lembrou Poney Ramos. Os amigos apoiando e agitando da mesma forma, bastante animados.
Chegou a vez dos donos da festa, headliner nesse pequeno festival, o KxCxC, como esse nome esquisito e fazendo jus aos nomes ruins de bandas da cidade, mantendo a tradição. Os caras estavam muito felizes e empolgados. Os pais do Cadillo (baixista) estavam presentes e orgulhosos, a mãe do Portela (guitarrista) também. E os moleques apavoraram fazendo um grande show, recheado de covers, em meio a brincadeiras e tiração de sarro com eles mesmos. Tocaram RDP, Slayer, Possuído pelo Cão (Ugly Inside Too) onde chamaram o Poney para participar e o mesmo já tinha lançado a bomba ninja e picado a mula sem deixar vestígios nem daquela ponta. Dudu e Lucca do Low Life, grandes influências para o KxCxC, foram chamados para tocar Hard Times do Cro-Mags, num grande momento do show, com todo mundo cantando o refrão. Assisti o show bem de frente ao Portela, que contava com sua namorada como roadie.
Parabéns pro KxCxC! Grande festa! Devem ter juntado mais de 50 pessoas no total.
Finalizado o show às 22h48, todo mundo suado e fedendo, porão azedo com a inhaca de suvaco, chulé e peido, nos deparamos com duas viaturas da polícia na frente do bar, já com documento em mãos pela reclamação por conta de barulho e perturbação da ordem pública. Coitado do Hugo e da Lívia, que ficaram um bom tempo dando explicações. Terão dor de cabeça com a vizinhança. Toda sorte e sucesso para o Alquimia, é o que nos resta desejar.
