
Infinu 506 Sul, Brasília/DF
27/12/2025
Por Thiago “Barbosa Osvaldo”
Como nas últimas edições de 2023 e 2024, o Vomitando a Ceia, em sua 11ª edição, teve casa cheia. Novamente no excelente espaço da comunidade Infinu que fica na 506 Sul, dessa vez sem chuva, o grande evento solidário e social recebeu muita gente e foi uma grande confraternização de fim de ano, com muita gente querida, amigas e amigos.
Levei mais uma vez meus filhos Joaquim e João, acompanhados de minha esposa Paulinha. Chegamos um pouco atrasados, e o Caos Lúdico, banda de abertura, já tocava sua última música. Marcel e PC do N.W.77 conferiram o show e disseram que foi muito legal. Vi depois através do vídeo no canal #showsqueeufui um trecho do show. João Pedro é um cara firmeza demais. Torço para um dia incluir uma versão do Detergente CO, banda no qual seu pai Márcio Topera era o vocalista.
A área externa ia se enchendo. Na recepção para a entrega da doação, que era um kg de alimento ou um brinquedo, Julião e Soninha Metaleira cuidavam da distribuição de pulseiras e venda dos últimos ingressos. O fotógrafo Jefferson me abordou e elogiou bastante o projeto do Herycast. A equipe do futuro documentário Onde está o Homem-Palco estava coletando depoimentos. Peguei no flagrante o Debulhator participando.
O trio Dirty Fall fez escurecer mais ainda o ambiente do Infinu, e aquecia o público com seu som de influências death/black metal. Banda do menino Caio, já com bastante experiência, que conta também com o Victor Hormidas, bicho veterano que toca e tocou em várias outras bandas.
Terror Revolucionário próxima banda. Já passavam de 19h, casa cheia, muitos amigos e amigas presentes, e também muita gente desconhecida e que eu nunca tinha visto. Massa demais se apresentar pra essa galera. Nos preparamos bem para esse show, com um set list diferente, onde incluímos umas 12 músicas que nunca tocamos, ou se tocamos, foi pouquíssimas vezes. Vários sons novos para testar nessa noite. O som no palco se ajeitava, e a energia no local estava incrível. A frente do palco já estava tomada por punks e bangers agitando e batendo cabeça. Quando chegou o bloco que teria o cover do RDP, o Magrelo já convocou o Jão, que teve que esperar os primeiros 3 sons do bloco para aí sim entrar no palco e cantar com a gente o clássico Velhos Decrépitos do disco Descanse em Paz do Ratos de Porão. Ter o Jão ali ao lado e participando com a gente foi uma honra e emoção tremenda, daquelas que ficarão para sempre na memória e história dessa banda. Foi foda demais, o público cantava forte o refrão e foi um grande momento naquela noite.
Ainda deu pra estrear um novo som, A Ponte, e finalizamos com Qual o Destino da Humanidade?, com participação do Cadillo e do Miguel, ambos da banda KxCxC, que chegaram com muita animação pra tocar esse som.
Caju Clash, Rafinha, Rafa Kaaos, Amarildo, Carlos Coroa, Alex Coroa, Francisco e sua companheira, Dona Karla e seu companheiro, Rose CDC, Beth CDC, Frajola, Lary, Aline Metal, Marcinho, Terginaldo Xinelo, Ulixo, Daniel Os Cabelo Duro, Phú, Juratel e sua bandeira negra, Luís Litrão, os punks do Gama, Marcelo Sala de Gritos, Marcelo Podrera, Sopão. Gilvany cuidava da banquinha lá fora, enquanto Moa e Sonic se revezavam como DJs.
Os Maltrapilhos pegou o público quente e deu sequência a mais um grande show em sua história no punk rock dessa banda da Ceilândia. Me chamou atenção a inclusão do antigo som Hospital de Base. Tocaram a música Anos 80 com a participação do Jão também. Show agitado, público animado, pogando bastante e se respeitando, sem problemas e na paz. Até o skinhead que apareceu no show do Violator deu as caras novamente, e ficou no pogo o tempo inteiro.
Dessa vez a atração convidada foi o Jão e os Periféricos, projeto do Jão RDP junto do Gian (ex Kangaroos in Tilt) e Galo (ex Ação Direta), onde tocam sons do Periferia S/A e as coisas velhas do Ratos de Porão. Carlinhos Mercearia de roadie no palco deu toda segurança e suporte pras bandas. Jão tava animado e entoou os clássicos velhos do RDP, músicas do Crucificados pelo Sistema como Agressão/Repressão, Asas da Vingança, Guerra Desumana, F.M.I. e músicas presentes na eterna coletânea dos primórdios do punk brasileiro Sub, como Parasita e Vida Ruim.
Sempre curti demais os sons do Sub. Nesse momento me empolguei, e quando percebi já estava encima da galera da linha de frente do palco após um mosh. Jão dedicou Vida Ruim para o finado Jabá, um dos fundadores do RDP, que faleceu há dois anos. Vários sons do primeiro disco do Periferia S/A no set list, e fecharam com Devemos Protestar e Periferia.
Devemos Protestar é uma das primeiras músicas do Ratos de Porão e tem um refrão marcante, que foi cantado por todo mundo, num momento espetacular nessa noite. O som Periferia encerrou de vez o show dos caras.
Deviam ser pouco mais de 22h quando acabou o som das bandas. Quem estava animado ficou mais um pouco, trocando ideia e fumando um cigarro lá fora.
A arrecadação das doações foi um sucesso, numa ação mais importante que a apresentação das bandas. Parabéns aos organizadores do evento solidário de fim de ano Vomitando a Ceia, os senhores Márcio Picka e Fellipe CDC.
