SLAM CULT FEST


DEATH SLAM – 35 ANOS
CULT 22 – 34 ANOS

INFINU – 506 Sul, Brasília/DF
23/11/2025

Domingo chuvoso em Brasília. Transporte gratuito, show de graça, num lugar muito bacana e muito bem localizado.
Death Slam, patrimônio do underground do DF, fundado em 04/10/1990.
Se fossem esperar algum retorno financeiro e muito sucesso, teriam desistido logo após o primeiro ensaio.
Carniçaria musical, um mix de grind/metal/hardcore, repleto de notas e batidas atropeladas, insistentes e contra todas as fórmulas de sucesso, esse é o Death Slam.

Mesmo com a chuva no dia de domingo, o público repleto de bangers, punks e rockeiros doidos lotou o espaço do Infinu.
Bem diferente do dia anterior, com bandas rock e indie, na primeira tarde de shows (bem vazio, infelizmente), que também comemorava os 34 anos do veterano programa de rádio Cult 22 do guerreiro e lendário jornalista Marcos Pinheiro.

Cheguei em família – Paula, Joaquim e João – esposa e filhos, esperamos um pouco pra passar a chuva, dentro do carro, estacionado em frente à Vitamina Central, e perdemos parte do show do KxCxC por isso. Show começou no horário pelo visto, marcado para 16h59. Local já tinha bastante gente, som muito bom, banda animada e feliz no palco. Pegamos da metade em diante. Achei sensacional o que vi. Esses moleques são muito massa, na ativa há 6 meses, vários shows no currículo e muito bem recebidos sempre pelo público. Dei uma palheta do Terror Revolucionário de presente pro Portela, o guitarrista do KxCxCx.

Os meus meninos Joaquim e João, munidos de seus abafadores, estavam curtindo o show ali na frente, correndo e se jogando no chão.

Na área externa várias banquinhas de material alternativo. Vi o Gilvany com suas camisetas. Tinha mais venda de livros, discos, acessórios, muita gente circulando. Comprei uns doces de caramelo de um gringo belga na banquinha dele.

Muitos conhecidos na área, jovens desfilando e fumando seus cigarros.
Ilizarov dos carroceiros de Formosa/GO logo se arrumaram no palco.
Metal Punk com influências de Inepsy, Motorhead e muita ogrisse do Danilão, o médico fumarento. Danilo ultimamente, junto de suas bandas, faz os melhores vídeos chamadas para os shows. Sou um grande apreciador de suas produções.
Ilizarov fez um show massa, lançaram disco esse ano, Nelcivan com baixo Rickenbacker estiloso total a la Lemmy, Vetão Carroça espancando a bateria.

Intervalo, cigarros sendo fumados, troca de banda, pedimos uma pizza pro lanche das crianças, enquanto o Besthöven começava a tocar.
Espaço já tava muito cheio.
Show foda do Besthöven.
Formação ao vivo tá muito legal, com a Dulce cada vez melhor na batera, Carlos Squish e o lendário Fofão Discrust na guitarra/vocal. Grande show do Besthöven. Público agitou pra caralho e queria mais som. Alegria dos empenados, que estavam presentes, mais uma ruma de punks de várias gerações, de Ulixo e Podrão, passando por Vampiro, Moa, até os punks da nova geração.

Muitos conhecidos no local: Glauco (esse fazia muitos anos que não o encontrava), Beth irmã do CDC, Rose CDC, Fredvan, Gegê, Pícaro, Rafael do Orgy Of Flies, Luis Cabulosão, Carlos Coroa, Ari Ferrock, Seu Francisco e sua esposa rockeira, Fernando AC/DC, Frajola, Lary, Darkhell, Gordinho da Barragem, Michelle No Class, Rafaela, Josefeio, Marcelo Podrera, Marcão, Bodão.

Às 19h14, tudo pronto, backdrops no fundo de palco, me posicionei com o João na frente do palco, Joaquim e Paula ficaram no mezanino, Hery apareceu e o local foi ficando entupido de gente.
Após a apresentação pelo Marcos Pinheiro, os mestres da toscaria abriram com o som Death Slam. Os irmãos Adelcio (na banda desde 1998) e Ademir (desde 1997 – saiu um tempinho pro Juliano marcar sua passagem pela banda e voltou pro seu posto). Gosto demais desses irmãos.
Itazil Júnior (baixista desde 2002) e Fellipe CDC (fundador da banda), promoveram muito barulho e diversão. Os caras estavam muito felizes e mereciam uma comemoração como essa. Casa lotada, público animal, agitando, sem confusão e vibrando muito.
Meu filho João, super empolgado, subiu no palco e não queria sair mais, tava se sentindo um quinto integrante. Por sorte os caras foram muito gentis e deixaram o moleque ser feliz. João ficou grande parte do show no palco, agitando e curtindo muito.
No set list, sons que preencheram bem os 35 anos de banda. As participações de Adriana Drikaos, e depois Hudson do Mantra, deixaram a noite ainda mais especial e com clima de festa.
Carlinhos Mercearia cuidava do palco, o roadie Jeffer Veín se divertia, Marcos Pinheiro observava feliz a grande festa de seu programa de rádio.
Às 19h56 chegava o final dessa grande noite. Foi massa demais! Merecida comemoração.
No ambiente externo, DJs convidados animavam a festa do Cult 22.
João disse que queria se divertir mais ainda, e ficou abrindo seu guarda chuva no meio do povo.
Era a hora de pegar os meninos e iniciar a volta pra casa.

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