A Nova Onda do Metal Candango – Parte 2

Por: Amarildo Adriano

Se você gostou da part 01. Chegou a hora de mergulhar ainda mais fundo na cena undreground do metal de Brasília! Esta segunda parte traz bandas que estão a musica extrema com autenticidade e integridade. Prepare-se para uma jornada intensa pelo underground candango, onde cada riff é uma navalha.

Se você quer conhecer bandas que mantêm viva a chama do metal brasiliense, essa matéria é para você. Bandas como DirtyFall, Burial Temple, Aphotic Spectre e Malicious Intent estão aqui para mostrar por que Brasília continua sendo um reduto do metal underground.

Ouça nossa playlist exclusiva do site OSubversivO no Spotify! Então coloque seus fones, aumente o volume e embarque nessa viagem sonora brutal.

DirtyFall

A novata da vez na cena candanga é a DirtyFall, que está apenas começando sua trajetória e já traz uma bagagem impressionante com quatro lançamentos. Formada em julho de 2021 e idealizada por Caio Terra, a banda mescla death/black metal com letras que abordam violência, questões existenciais e críticas sociais, pregando o metal old school com influências extremas.

Discografia:

  • Drowned in Lies – EP (2023)
  • Chainsaw Rites – EP (2023)
  • Sombras da Inquisição – Full-length (2024)
  • Ecos da Loucura – EP (2024)

Formação ao vivo:

  • Bolha – Bateria
  • Freak – Baixo
  • Caio Terra – Guitarra e Vocal

Ouça sua discografia:


2. Burial Temple

Formada em 2015 por membros das bandas Witching Altar, Beast Conjurator e Subterror, a Burial Temple é uma banda de death metal com influências de doom e mantém a tradição do death metal candango. Segundo a banda, Burial Temple é “um lamento agonizante de pura miséria; uma ode fervorosa à Morte e suas formas infinitas”. Inspirada por bandas como Dismember, apresenta um som denso, coeso e cheio de personalidade.

Considerada uma das grandes revelações do cenário extremo da capital, a banda tem conquistado o público com um death metal carregado e muito pesado. Sua demo Mortal Scum (2019) pode ser ouvida no Bandcamp e apresenta uma energia crua e brutal.

Formação:

  • Luan Lima – Guitarra
  • Thiago Satyr – Baixo/Vocal
  • Manoel Bento – Bateria
  • Márcio Cambito – Guitarra

Confira YouTube: https://youtu.be/16IRSEJGdVc.


3. Aphotic Spectre

Uma das bandas que mais têm despertado atenção na cena é a Aphotic Spectre. Surgida em maio de 2020, durante o período pandêmico, o projeto nasceu com a proposta de explorar os territórios sombrios do Funeral Doom Metal com uma abordagem dramática e emocional. As composições trazem passagens atmosféricas que flertam com o Black Metal e o Post-Metal, criando uma ambientação imersiva e desoladora.

O projeto foi idealizado por Breno Xavier (Deuszebul, Ìsinkú), que buscava novos caminhos criativos para experimentar sonoridades mais lentas e intensas. Ele assumiu todos os instrumentos e as composições, enquanto Thiago Satyr (Absent, Burial Temple, Witching Altar) ficou responsável pelos vocais e letras. A primeira obra do projeto, Væneration, é um verdadeiro “pergaminho sonoro” que busca traduzir os horrores colossais do subconsciente e a efemeridade da existência diante do imenso acaso cósmico.


4. Malicious Intent

A banda Malicious Intent foi formada em 2015 por amigos que tinham a intenção de executar algo entre o visceral grindcore e o clássico death metal. Nessa fórmula do caos sonoro nasceu uma das bandas mais marcantes da nova safra de metal de Brasília. Afogados em doses cavalares de Scum, Harmony Corruption e Horrified, o EP de estreia Under the Shine of the Ripping Sickle apresenta 13 expressões de ódio canalizadas entre riffs cortantes e blast beats neuróticos.

Com uma temática que não se furta a apresentar os mais sórdidos e imaculados desejos da humanidade, ao ouvir esse disco, o ouvinte é transportado tanto a rituais de canibalismo carcerário quanto à ausência de vida em um corpo vagando pela Asa Sul.

Discografia:

  • Under the Shine of the Ripping Sickle – EP (2018)
  • Instant Pain Relief – 38 Defibrilating Seconds to Mental Resuscitation – Split (2020)

Formação:

  • Pinga – Baixo (também conhecido por trabalhos com Life in Grave e Acid Speech)
  • Maurício Caio – Bateria
  • Márcio Cambito – Guitarra
  • Pícaro “Merchanda” – Vocais

Conhece outra banda que merece destaque ou uma história lendária do underground brasiliense? Compartilhe com a gente e ajude a manter essa memória metálica viva!

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