Vomitando a Ceia
Infinu, Brasília/DF
28/12/2024.
Por Thiago “Barbosa Osvaldo”
Fotos: Henrique Janssen, Pinguin, Dona Karla e outros não indentificados
Noite de chuva intensa que não arregou durante todo o período do evento.
Saí de casa e estava começando a chover e assim seguiu até a madrugada.
Infinu abriu as portas e recebeu a 10ª edição do Vomitando a Ceia, organizado pela dupla Márcio Picka e Fellipe CDC, tendo como bandas anfitriãs as suas próprias bandas: Os Maltrapilhos e Terror Revolucionário.
Para essa edição especial contou ainda com a participação das bandas Cerrado Hostil, Mais que Palavras e Cólera (SP).
Pela primeira vez o evento teve cobrança de um valor em ingresso + a doação de um brinquedo novo ou usado em bom estado, ou 2kg de alimento não perecível.
Mas o valor do ingresso foi bem simbólico, e com certeza os organizadores ainda pagaram a maior parte pra garantir esse último show do ano, que tava num grande clima de confraternização de fim de ano.
Infinu lotado, ingressos se esgotaram. Circularam dentro do espaço no mínimo umas 400 pessoas. Um monte de gente ficou do lado de fora sem ingresso. Mais uma galera que estava ali curtindo a discotecagem local pelo Marcos Pinheiro e comendo alguma coisa que o Infinu tem em seu cardápio, na área externa de seu complexo.
O espaço físico da casa é muito legal, tem uma pista pequena, um palco pequeno e um mezanino onde ficavam os camarins e onde podia acompanhar os shows.
Levei minha esposa e meus filhos. Paula, Joaquim e João. Chegamos debaixo de chuva, e conseguimos, na sorte, uma excelente vaga bem em frente a banca de revistas da 506 sul perto do Vitamina Central. Foi fácil pra levar os meninos pro local do show.
Paula providenciou uma pizza maravilhosa pra eles lancharem.
Fui encontrando alguns conhecidos: Moisés do Jardim Ingá, Marisa do Valparaíso, Igor Moleque Feio e namorada. Julião estava recebendo as doações num local improvisado atrás da banca, junto da Soninha, Beth e Edilaine.
Estava tão cheio que nem consegui falar com eles.
Pinguin chegou com seus dois filhos.
Neno chegou com a esposa.
Chegava gente a todo instante.
Os shows foram pontuais. Enquanto a gente acompanhava os meninos, a banda Cerrado Hostil já encerrava seu show, e nem consegui assistir um pouco.
Encontrei o Marcel, Teca, Rubens Pinto, Iéri, Carlos Coroa, Dona Karla.
Mais que Palavras peguei um pouco do show, enquanto preparava para o show do Terror Revolucionário. O baixista e batera atual eu nem conhecia. Leandro na guitarra já tem um tempo. O outro guitarra nem apareceu ou saiu da banda. Maneko é o membro original, estava feliz em tocar naquele dia. Casa tava cheia na hora, com o público circulando dentro e fora do espaço.
Encontrei os caras dos Maltrapilhos ali na entrada.
Cerrado Hostil ainda estava pelo camarim.
Terror Revolucionário no palco. Joaquim, João e Paula ficaram na parte superior pra assistir o show, lá no mezanino.
Pinguin se posicionou com o Lucas e João.
Carlinhos Mercearia tomava de conta do palco como roadie e fez fluir tudo tranquilamente.
Nos arrumamos bem rápido, e começamos a tocar sem esperar o Márcio Picka, que depois no final disse que queria apresentar a banda.
O local estava muito cheio. Teve gente conhecida que só vi ali do palco, como o Iran Pituca, Carlos Squish, Carla ex Kaos Klitoriano. Foi massa demais ver a Carla ali.
Tocamos o primeiro bloco, tava ok o som, mas um pouco baixo pra gente e pro público. Marcel deu um grito e avisou pra aumentar a guitarra. Feito! À partir disso o som ficou envenenado, aquela serra elétrica afiada na jante, tocamos, por incrível que pareça, perfeitamente o set list. O que chegava de resposta do público nos motivava a tocar ainda mais rápido e com vontade. Foi um dos melhores shows dos últimos anos do Terror Revolucionário. Rendeu excelentes fotos e vídeos por aí.
Vi a Rose e a Irmã do CDC curtindo o show lá encima.
Neno, nosso baixista no período de 1999-2001 estava lá e curtiu muito.
Foi muito foda!
Márcio Picka ao final subiu para agradecer e cantar Qual o Destino da Humanidade?, junto de quem colou na beira do palco e puxou o microfone para gritar com a gente.
Juratel bradava sua bandeira negra.
O ambiente estava muito massa, cheio, caloroso e de muita amizade e confraternização envolvida entre os presentes.
Muitos abraços, sorrisos foram dados.
Vi mais pessoas depois ainda: Caju, Aline Metal, Ulixo, Daniel dos Cabeloduro, Terginaldo Xinelo, João Pedro.
Teve gente que só vi em fotos que foram espalhadas após os shows, como os punks do Gama, Gabriel Salsicha, Evandro.
Os Maltrapilhos fez a estreia com seu novo guitarrista. Eduardo mandou muito bem, tocou com muita segurança e firmeza. Banda tá massa. Vida longa aos Maltrapilhos.
Vi grande parte do show, arrumando as coisas, trocando ideia com alguém por perto, tirando foto com os amigos.

Cólera, os grandes convidados da noite, tocaram na sequência.
Mas eu tinha compromisso com uma viagem no dia seguinte e precisei voltar pra casa para me preparar para essa viagem. Perdi um show histórico, sei disso.
Soube depois que foi sensacional e emocionante.
A banda segue espalhando as palavras e ideais do lendário e saudoso Redson, que sempre é lembrado com muito respeito e emoção nos shows da banda.