RITUAL MACABRO II


30/03/2025 – Infinu 506 Sul, Brasília/DF

Por Thiago “Barbosa Osvaldo”

Sob produção da dupla Ronany e Debulhator (que dupla!), essa segunda edição do evento Ritual Macabro aconteceu novamente no Infinu, excelente espaço que fica na W3 Sul em Brasília. Aproveitei a gratuidade do metrô/ônibus aos domingos no DF. Desci na estação 106 Sul, e já reparei uns headbangers que deviam estar a caminho do show também. Cada um pegou um rumo diferente, mas depois notei alguns deles na casa de show. Inclusive o baterista do Cosmic Abyss, que foram a primeira banda. Vi um cara com um case de pratos acompanhado de uma garota, mas ele ficou no ponto de ônibus do eixo e eu fui subindo rumo a W3, caminhada de menos de 10 min. Chegando lá, o local já estava cheio, galera pegando sua pulseira de acesso, onde o ingresso era gratuito e só bastava retirar a cortesia num site.

Julião, amigo e rockeiro pré histórico estava de canto, sem ingresso. Julião ainda não possui um telefone celular e acho que nem sabia que precisava retirar o ingresso. Acabei descolando uma cortesia pra ele. Eu não estava ligado diretamente na produção, mas dei uma força pros caras na indicação das bandas. Debulhator, acendendo um cigarro atrás do outro, observava o movimento, quando não disparava uma piadinha de cunho sexual insinuando casos de seus amigos. A todo instante chegava gente pra retirar a pulseira. Muitos menores de idade, que acabaram dando um jeito de entrar, e outros que vinham de longe, como uma garota que encontrei no caminho. Ela me disse que vinha de Planaltina pela primeira vez no Infinu.

Cosmic Abyss estava no palco, empunhando seus instrumentos, só aguardando o baterista. E não é que o batera era o cara que estava na parada de ônibus. Demorou uma cota pra chegar. Depois perguntei pra ele e o mesmo confirmou que esperava um uber, pois não se tocou que se fosse a pé seria muito mais rápido e sem custo. Paciência. Seu atraso apertou todo o cronograma do evento. Bicho chegou e já tinham descolado até os pratos pra ele com alguma outra banda. O moleque só chegou, sentou e mandou brasa com seus parceiros, mandando um som com influências de thrash e death metal. Meteram até um teclado dessa vez. Foi legal o show, e levou muitos bangers para curtir o show deles. Várias meninas e meninos bem novinhos, em sua maioria. Tocaram por 29 min.

Ronan estava lá fora, e por lá ficou até o final do show. Avisei ele que a banda deveria se apressar, pois estava ficando tarde, tinha hora pra acabar e após o show de metal ainda ia ter outro evento com um tributo dub à cantora Amy Winehouse. Fui lá dentro e ajudei a banda a se retirar do palco. Natan enrolava com seu teclado ainda montado e querendo tirar um som pra sua namorada.

No intervalo das bandas encontrei o Dudu (Low Life), Frajola, Joilson, Albert, o Marcinho do N.W.77. Marcos Pinheiro do Cult 22 estava como DJ lá fora, onde as mesas e cadeiras estavam tomadas por muita gente. Local ficou cheio e tava muito legal de ver. As cortesias no site se esgotaram. Mas deve ter comparecido uns 50% de quem retirou os ingressos. A produção coloca muito ingresso, mas muita gente pega e nem comparece. Mesmo assim, deve ter circulado por volta de 300 pessoas. Excelente público.

Hellbound, banda heavy metal já com vários anos de estrada, fez um grande show. Fabricera é um monstrão na guitarrista e sapeca os arranco rabo em sua guitarra gianinni. Toca demais esse malandro. 31 min de show. Agradou muito o público que enchia o salão. Juntou a galera pra tirar foto ao final e tudo mais.

Morbid Devourment trocou de posição com o Holy Drink. Marcel apareceu nessa hora. Pícaro chegou durante o show, de olho no batera. Tá doido pra assinar a carteira do moleque. Dudu também acompanhava e aprovava o thrash/black podre e venenoso do meninos do Morbid. Freak não olhou pro lado para perceber que havia mais espaço no palco, ficando bem na frente do batera menino prodígio e já um veterano dessa nova geração. Falo do Caio. Menino bão. Pedro Ponei (esse extraído da Peppa Pig) agitava loucamente com sua guitarra. Os moleques estavam insanos e felizes. Show agitado, público enlouquecendo no pogo e no mosh. Cover carroça de Sodom “Outbreak of Evil” não pode faltar. Amigos subindo no palco para cantar os sons. O final com o cover do Randy “Beast in the Night” já é clássico e esperado no show desses caras. Fudido demais! Show mais animado e agitado da noite. E olha que as outras bandas mandaram bem demais também.

Holy Drink ficou com o tempo apertado após o atraso inicial. Começaram a tocar 19h30 e era pra mim um show muito esperado, pois ainda não os tinha visto. Os integrantes circulavam durante o evento no meio da galera e estavam num capricho absurdo no visual. Botaram a melhor roupa de sair em festa. O pré requisito da banda, de ser feio, totalmente acertado e preenchido. Hard Rock safadeza, grandes músicos e fuleragem no bom (ou mal!?) sentido. Arrumaram um vocal convidado para esse show que veio diretamente do bar mais sujo de Los Angeles no ano de 1984. Tocaram por uns 36 min e foi foda demais. Sou fã do Marc Lizzy e Danny Six (ou é Danny Sex?). Marc Lizzy tava até lembrando o Tony Iommi, com sua jaqueta de couro com franja, uma calça torando e óculos escuro. Danny Six naquele visú glam boliviano safado. Esses caras são demais. Público rockeiro doido banger curtiu e agitou pra cacete. Ouvi alguém falando: “foi o melhor show do Holy Drink!”. E deve ter sido mesmo, porque tava legal demais. Pena que teve que acabar por conta do horário. A produção do show ficou satisfeita e vibrando com o sucesso do evento. Colou muita gente, todos se divertiram e foram pra casa felizes nesse último domingo do mês de março do ano de 2025.

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