Show Beneficente II

Por Thiago “Barbosa Osvaldo”
Capim Pub – Goiânia/GO
25/01/2025

Após o convite de nossa amiga de longa data Ana Carolina, e vários ajustes pra achar uma data boa pra todos envolvidos, confirmamos esse show, em prol de nossa própria amiga Carol, que vem passando por um momento delicado de saúde. Esse show foi para ela. Algumas ações foram tomadas para ajudá-la nesses tempos, e esse show foi mais uma força entre amigas e amigos que apoiam e estão junto dela. Além de ser uma grande celebração de amizade. E foi nesse clima de amizade que aconteceu essa noite histórica no Capim Pub.
Quando o flyer saiu sem o ano na arte, eu pedi à Carol para fazer a correção para sair completo: 25/01/2025.
Pois seria uma data que não poderíamos esquecer e ficaria pra história.

Retorno ao Capim Pub depois de muitos anos. Achei um flyer antigo, da passagem do Darge (Japão) em maio de 2010, quando tocamos também. Ou seja, já iria completar 15 anos que o Terror Revolucionário não pisava naquele lugar.
Eu fui no início de 2013 com o Possuído pelo Cão, e tinha sido a última vez que eu fui nesse lendário pub goiano.

A fachada externa com uma portinha pintada de verde, já com a pintura desgastada e a vizinha ao lado continuam do mesmo jeito. Essa vizinha sempre criou caso com o Capim Pub e Afonsinho, o dono do Capim, e dessa vez não foi diferente. Quem ousasse parar em frente a casa dela era surpreendido com grosseria, ameaças e xingamentos. Várias histórias, como houveram situações das antigas que ela ameaçou alguém com um machado. E até mesmo puxou uma mangueira da casa dela e molhou quem pôde mirando para dentro do pub.

O Capim Pub continua sob os cuidados de Afonsinho, que me contou um pouco de história da casa, onde ele mora desde que nasceu, e atualmente ele e a irmã cuidam da mãe já idosa e debilitada, na parte de cima da casa, onde a família mora.
Já faz algum tempo que os últimos eventos acontecem no fundo da casa, no quintal, onde tem um puxadinho com sala de estúdio, onde as bandas utilizaram para guardar seus equipamentos, e em outra parte, pequena, onde acontece o show.
Um bar ao fundo e o quintal aberto, com árvore grande e algumas poucas mesas e cadeiras espalhadas.
O banheiro masculino fica logo após a descida da rampa, com uma porta velha enferrujada improvisada, onde a pia escorria parte da água pelo velho sifão rachado nos pés de quem a usava. Em certo momento alguém passou lá e largou uma puta vomitada, como já dizia o Grinders.
O espaço antigo foi usado para recepção e bilheteria. Carol, amigas e amigos voluntários ajudavam na entrada.
Israel (Bom dia!), o ganhador de uma das rifas, distribuia parte do prêmio para os primeiros pagantes. Esse cara é massa demais, e é sempre um prazer imenso encontrá-lo. Wander Segundo, outro guerreiro da cena goiana, cuidava de sua banquinha da Two Beers or Not Two Beers.
Marcelo (ex chiqueirinho) marcou presença e contou muitas histórias curiosas, como do pai do Slake, ser um dos primeiros fanzineiros de Goiânia. Ele guarda muito respeito pela lendária loja Hocus Pocus, na qual trabalhou por muitos anos.

Devia ter uma meia hora que chegamos no Capim Pub, já de noite, e um carro se aproximou. Lá estava Sr. Cícero Rosa do Nascimento, meu pai. Ele passou lá para nos dar um abraço. Aproveitei e apresentei a ele as instalações do Capim Pub. Tiramos fotos junto do Fellipe CDC e Jeffer. Visita muito massa.
Wilton do Desastre chegou com sua velha veraneio. Ronald, veio de Brasília, e registrou tudo pro seu canal showsqueeufui.

Conforme ia ficando mais tarde, mais pessoas chegavam. No quintal, já quase lotado, pessoas trocando ideia, fumando um cigarro. O som ambiente colocado pelo Afonsinho direto de uma rádio web só rolando dark wave, Rock gótico e alternativo estava sensacional. Estava um clima maravilhoso, música boa, ambiente muito massa.
Eu adoro o Capim Pub, e sempre me senti muito bem naquele recinto.
Muita gente da cena goiana apareceu por lá.
Léo, ex batera do Ressonância Mórfica, levou seu filho para curtir um rock barulhento. Eder Caverna auxiliava no bar. Josias, que está morando em Porto Velho, deu as caras por lá também. Uns metaleiros das antigas como Hemar, Rinaldo. Os parceiros do Ímpeto: Bacural, Guga e André Alemão. Bruno (Tirei Zero) passou lá para nos dar um abraço. Cláudio (Sociofobia).

Eram 21h10 quando a primeira banda, chamada Nosso Ódio, formada por caras já veteranos de Goiânia, como Tiago Slake e Gil Célio, fez uma curta apresentação de uns 15 min tocando hardcore punk com muito protesto. Show massa dos caras. Não sei ao certo se foi o primeiro show deles, mas mandaram muito bem.
As pessoas circularam pelo quintal, ficando de frente pra banda ou na parte de fora.

Logo depois veio o Zeugma, do Marcão ex Ressonância Mórfica. Grindcore maluco, vocal louco e insano do Marcão. 20 e poucos minutos de loucura.
Na sequência, Lascados (Anápolis/GO). Tocamos com eles num show da Insetus Produções em outubro de 2016 em Goiânia. Continuam um trio, banda que agita a cena de Anápolis, cidade que fizemos apenas um show, na história do Terror Revolucionário. Show até longo dos Lascados, hardcore com influência de metal, tocaram até Inner Self, do Sepultura, se não me engano.

Sobrou para nós encerrar a noite, Terror Revolucionário em seu 29° show em Goiânia. Montamos um set list especial e longo para esse show. Carol escolheu alguns sons. Foi um show massa, com muito calor, Vein tendo trabalho com a bateria despencando, mas nada que tirasse o brilho e a alegria de tocar pros amigos de Goiânia. Tudo acabou um pouco depois da meia noite.
Foi uma noite sensacional.

Final de noite foi no Smiley lanches na rua 10. Guga nos hospedou na casa dele, e até hoje deve estar empregnado o cheiro podre de suor da camiseta pós show em seu varal, que fica na mesma área da cozinha de seu apartamento. Valeu demais mais uma vez, Guga!
Força e muita saúde para Ana Carolina!!!
Valeu Goiânia e até o show de número 30 do Terror Revolucionário nessa cidade que sempre nos acolheu de braços abertos.

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